Quem tem talento, tem tudo

O que sua empresa leva em consideração na hora de contratar um novo colaborador? A faculdade que ele frequentou, os cursos realizados e a experiência profissional? O Harvard Business Review trouxe um artigo bem interessante sobre os benefícios de você romper a bolha e buscar profissionais com talentos diversos. O texto foi escrito por gerentes da plataforma de RH Gusto, que conta com um assistente administrativo, um fisiologista do exército e um compositor musical trabalhando na mesma função de desenvolvimento de software, por exemplo. Com um time diverso desse, podemos esperar algo no mínimo diferente.


Do lado de fora

De cara, se você fosse contratar apenas graduados, por exemplo, sumariamente eliminaria nomes, como Bill Gates e Mark Zuckerberg da sua empresa. Ambos abandonaram Harvard antes de se formar, mas montaram impérios tecnológicos – hoje em dia, porém, Gates incentiva a graduação. Afinal, o conhecimento nunca é um problema, mas outras qualidades também podem ser consideradas na hora de encontrar novos talentos. A bola da vez é apostar na diversidade, seja ela étnica, de gênero, de idade, religiosa, sexual etc. Uma pesquisa da McKinsey mostrou que empresas diversas têm mais lucro do que suas concorrentes mais homogêneas. Além disso, uma equipe igualzinha demais não consegue ter tantos insights criativos para um problema: como todo mundo pensa parecido, a solução acaba sendo tomada muito rápido, mas nem sempre é a melhor – o viés do algoritmo que o diga. Quanto mais diversas as pessoas, maior o leque de visões sobre diferentes assuntos.

Conhecimento a Gusto

Voltando à Gusto: a equipe fez uma pesquisa interna para compreender como seus profissionais se interessaram pelo mundo dos softwares. A surpresa foi que uma grande parcela era autodidata, tendo conquistado seu conhecimento na área sem qualquer formação oficial específica. Apesar de seguir rumos diferentes, a programação e a engenharia sempre estiveram presentes de alguma forma em suas vidas. E vale lembrar que esse é um ramo com evoluções muito rápidas, ou seja, mesmo só uma graduação não é o suficiente para se formar bons profissionais. O ideal é sempre se atualizar, a fim de manter a relevância no mercado de trabalho. Portanto, na hora de recrutar, vale mais a pena apostar em quem tem a gana de aprender do que quem está dentro de uma caixinha pré-formatada.


É diferente, vem com a gente

Nesta altura do campeonato, as entrevistas de emprego ainda são as melhores maneiras de se conhecer um candidato. Mas fuja de questionamentos óbvios, cuja resposta pode ser vista no currículo. Busque saber como o candidato lida com o tempo, com problemas e com projetos dos quais ele se orgulha. Descubra quais são seus interesses, como ele poderia agregar dentro da companhia, além dos conhecimentos técnicos que possui. Que tal um teste prático com demandas do dia a dia? Às vezes, profissionais de outras áreas podem ter uma visão muito mais acurada para determinado problema. Contudo, junto à necessidade de fisgar talentos diversificados, é necessário criar estímulos, de modo que se sintam integrados. Afinal, às vezes, nem mesmo essa galera sabe o que é o ideal para uma tarefa, então o recrutador pode dar uma forcinha básica no alcance desse objetivo.


Ouvidores vencerão

Todas essas dicas também podem (e devem) estar presentes na cultura organizacional da empresa. Ter missão, metas e valores bem definidos é um excelente ponto de partida para encontrar profissionais com o perfil mais adequado. Outra dica é criar anúncios de vagas com a descrição das tarefas a serem executadas e não necessariamente com a bagagem que a pessoa precisa ter. E nunca se esqueça do diálogo; isto é, implemente programas de feedback individuais e em equipe para compreender como está sendo a experiência do colaborador e explicar o que se espera dele dentro da empresa. Aproveite ainda o momento para ouvir suas demandas e fazer com que as tarefas sejam prazerosas. No fim, tanto a firma quanto o funcionário vão se beneficiar de uma relação mais transparente. Bora colocar os planos em campo?


Fonte: https://www.tecmundo.com.br/the-brief

Publicado por luizguilhermeguedes

| guedesonline.com | @guedesonline |

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