Transformação ou EVOLUÇÃO digital?

Por Luiz Guilherme Guedes – mentor de inovação

Há mais de 350 Mil anos estamos na Terra.
E uma constante sempre foi a EVOLUÇÃO.

E quando mais evoluímos?
Quando ocorrem TRANSFORMAÇÕES, sobretudo as tecnológicas.

Somos uma espécie “tecno-cultural-evolutiva”.
O que nos mais fez EVOLUIR, diferente de outras espécies, foi nossa capacidade de construir TECNOLOGIAS que nos auxiliaram a exercer dominância frente às outras espécies.

Quando os primeiros humanos verificaram que com um galho pontudo (lança) eles poderiam combater animais até então imbatíveis, ficou clara o potencial da tecnologia aplicada, e EVOLUIMOS.

Quando descobrimos como acender um fogo, e usá-lo para aquecer-nos nas noites frias, cozinhar alimentos e utilizá-lo para afugentar predadores, EVOLUIMOS.

Quando passamos a não mais apenas caçar e coletar, mas também a plantar e colher, EVOLUIMOS.

Quando passamos a usar o vapor para operar máquinas, criamos linhas industriais, modificamos linhas de produção, escalamos, EVOLUIMOS.

Quando “inventamos” a eletricidade e suas aplicações, quando levamos a comunicação à larga escala, quando criamos computadores, internet, celulares, EVOLUIMOS.

Fica claro então que, quando ocorreram as grandes transformações na história humana, seja por pesquisa de desenvolvimento próprios, seja por guerras ou catástrofes, o ser-humano sempre se empenhou em sobreviver através da adaptação e EVOLUÇÃO a partir dessas transformações…

A pandemia trouxe nova transformação.

A partir de uma catástrofe global não planejada, tivemos que parar de apenas “avaliar-e-discutir” se :

o home-office funciona,
se a educação online funciona,
se o e-commerce funciona,
se o delivery funciona,
se as estruturas e a cultura organizacionais deveriam se adaptar,
se as startups deveriam ser incentivadas e investidas, se….
…se tudo aquilo que estávamos com “receios” de implementar deveria ser feito.

Simplesmente a natureza declarou :
FAÇA! Faça, adapte-se ou morra, como sempre foi, como sempre será.

As transformações são ótimas oportunidades para evoluirmos e continuarmos sendo a espécie dominante deste planeta, continuarmos EVOLUINDO e irmos além!

Transformação Digital no RH

Por Márcia Bastos – mentora de Recursos Humanos

Ser um bom profissional de RH exige alguns princípios e um deles é sempre estar atualizado sobre o que há de novidade no setor. Por isso, a transformação digital do RH já é um processo inevitável para qualquer empresa e, quando essas inovações são aplicadas ao setor, temos uma revolução na forma de operação e atuação que traz mudanças muito úteis para todo o negócio.

Segundo uma pesquisa realizada pela Consultoria Empresarial Deloitte, 73%

dos líderes de RH consideram a temática “RH digital” como algo muito importante e 56% das empresas estão recriando seus programas de RH para aproveitar ferramentas digitais.


Mas, então, o que é esse RH Digital?

É uma forma de incorporar tecnologias digitais para realizar determinadas tarefas e resolver os problemas tradicionais, substituindo total ou parcialmente as ferramentas manuais e analógicas utilizadas até então. E quais são os principais impactos da transformação digital no RH?

  1. Automação de tarefas repetitivas

Uma parte dos processos do RH ocorre de uma maneira muito lógica, como um passo a passo que é repetido várias vezes. Esses processos podem ser facilmente aprendidos e aplicados por sistemas de inteligência artificial.

  • Redução de erros e problemas diários

A transformação digital aumenta a precisão diária, o que ajuda a reduzir o número de erros e problemas indesejados. Ao modernizar os processos do dia a dia, é possível torná-los menos sensíveis à distração e falha humana.

  • Criação de um RH dirigido por dados

O termo data driven business é uma tendência, que ajuda os gestores a fazerem suas escolhas a partir de informações volumosas, garantindo que os recursos empresariais sejam feitos de maneira estratégica. Assim, o RH poderá fundamentar suas decisões em evidências e não apenas na intuição dos líderes.

  • Promoção da melhoria contínua do RH

Se o setor de RH está estagnado, com os mesmos processos e tecnologias por vários anos, pode estar atrasado! A transformação digital estimula o gestor de RH a melhorar continuamente, já que as tecnologias são modernizadas e precisam ser atualizadas regularmente.

Contudo, como a inovação não se resume apenas às mudanças tecnológicas, também é essencial a participação da liderança em todo o projeto. Nós chamamos esse tipo de profissional que consegue se adaptar às tecnologias e às exigências que elas impõem de:

LíDER 4.0

Através de autoconhecimento, relacionamentos saudáveis e visão além do presente, ele é responsável por conduzir os colaboradores em um ritmo ditado pelas mudanças do mercado, muitas vezes baseadas nessas novas tecnologias.

Esse líder deve estar preparado para lidar com a agilidade das informações, divergências comportamentais e focar em resultados sem deixar de lado as pessoas. Sim, o desafio é grande, mas um grande foco que pode ser dado aqui é que o estilo de gestão é mais compartilhado e engajado, o que dá mais possibilidades de co-criação junto ao time.

Os líderes 4.0 precisam construir bons relacionamentos com seus liderados, baseados na solidez da cultura organizacional, estrutura de trabalho e valores da empresa.

Dessa forma, vale lembrar como a comunicação efetiva pode ser a chave para facilitar esse processo de mudanças e o RH pode ajudar na compreensão de como essas inovações irão beneficiar diretamente os colaboradores.

É preciso entender os objetivos a longo prazo para ajudar a contratar profissionais mais adequados, promover o desenvolvimento dos seus colaboradores e criar um ambiente de trabalho positivo.

O RH está em contato com todos os níveis de colaboradores.

Devemos aproveitar suas habilidades de comunicação para transmitir de maneira efetiva as ideias, problemas e objetivos dos colaboradores à gestão, tendo, assim, um papel proativo à mudança!

Briefing em agência: o que é e por que é tão importante?

Por Bruno Ferreira – mentor de Marketing

Quem trabalha em agência, sabe…

O verdadeiro significado de BRIEFING é a resposta pra pergunta: “POR ONDE COMEÇAR?”

O briefing é o pontapé inicial do planejamento. É o melhor jeito de centralizar e organizar informações do cliente, facilitando a missão das diferentes áreas da equipe!
Consiste no documento onde são registradas e armazenadas todas as informações e detalhes obtidos nas primeiras conversas com o cliente.
Pode funcionar em formato de questionário, checklist ou de entrevista – importante mesmo é ter clareza e precisão nas respostas. Deve ter o histórico da empresa, cenário de mercado, diferencial de venda… E, também, preferências, inspirações, objetivos e expectativas.
O cliente conta quem deseja atingir com a estratégia de marketing… E dá detalhes de quem já consome seus produtos e serviços. Isso aumenta a assertividade e o alinhamento. Com ele, ninguém fica perdido na execução do projeto. Pois todos acessam os mesmos dados, vindos da mesma fonte.
Após a reunião com o cliente, com os dados consolidados e organizados, ele mesmo pode validar o briefing, acrescentando ou alterando informações.

Afinal, o BRIEFING vai ser o “mapa” pra toda equipe planejar, criar e executar ações estratégicas!

Hub de Inovação realiza congresso virtual nos dias 22, 23 e 24 de junho

Evento terá a participação de mentores e inscrição gratuita

Já estão abertas as inscrições para o congresso virtual “A evolução digital e seus impactos na liderança e no aprendizado”, que será realizado nos dias 22, 23 e 24 de junho pela plataforma Sympla, das 19h às 21h.

A proposta é apresentar ao público, em três encontros de duas horas, as novidades acerca das tendências de inovação, com foco na área de Recursos Humanos.

Confira a programação:

1º DIA – Evolução digital: o mundo durante e após a pandemia
Luiz Guilherme Guedes
Empreendedor Serial, fundador e CEO do Grupo EPIC, Co-Founder & Mentor de 4 HUBs de INOVAÇÃO, 07 startups, e 5 Ecossistemas empreendedores Municipais.

2º DIA – Liderança plena 4.0
Márcia Bastos
Sócia e fundadora da Conexão Talento, uma consultoria de Desenvolvimento Humano e Organizacional. Psicóloga e Pós-graduada em Administração e especialista em Gestão de Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas com mais de 20 anos em empresas de grande porte. Coach pela Academia Internacional e também especialista e consultora DISC.

José Haddad
Palestrante, escritor e mentor em Comportamento Humano, Liderança e Produtividade. Mais de 35 anos de experiência ajudando pessoas e empresas em seus processos de mudanças. Em suas atividades, utiliza ferramentas gerenciais de aconselhamento e emocionais, dentre elas: Coaching, PNL, Eneagrama 360, Naturoterapia, Hipnose e Rebirthing.

3º DIA – Aprendizado Ultralearning
Rafael Sommerfeld

Empreendedor, palestrante e professor. Coach pelo Instituto Menthes (Método Augusto Cury). Trainer de Perfil Comportamental pela Solides. Scrum Master pela Scrum Alliance e especialista em Inovação pela UFRJ. Mestrando em desenvolvimento local, com foco em Inovação e Empreendedorismo.

Link para inscrição: https://bit.ly/34W3ICR

Mais informações:

Nayra Pacheco

(21) 98268-8688

hubdeinovacao.marketing@gmail.com

Quebra de patentes e vacinas para Covid

Por Maurício Tavares – mentor de Propriedade Intelectual

O tema da famosa “quebra de patentes” é extremamente complexo. Muita gente acha que, em casos de saúde, o governo simplesmente deveria “quebrar as patentes” dos laboratórios e fazer com que as vacinas cheguem à população. Entretanto, isso não é tão fácil.

A patente é um título que um Estado concede à uma pessoa física ou jurídica para que ela tenha exclusividade sobre uma determinada tecnologia inovadora por um tempo específico. No caso brasileiro, assim como na maioria dos países, este tempo é de 20 anos a partir do depósito.

Desta forma, a patente é uma exceção à regra de livre mercado, onde todos podem operar da melhor maneira, em uma espécie de concorrência perfeita. A patente tira da concorrência esta possibilidade para que apenas uma empresa detenha este poder frente ao mercado. É um prêmio dado à pessoa física ou jurídica que se esforçou, investiu seu tempo e seu dinheiro, em um novo produto que trará benefícios para a sociedade. Em troca, a titular da patente deve disponibilizar toda a tecnologia, como ela é feita, quais as suas melhorias em relação à tecnologia anterior, através de um relatório que descreve toda sua invenção, assim como desenhos que revelam esta tecnologia. Assim, quando esta titular não tiver mais interesse na tecnologia, ou após o término da validade da patente, terceiros possam desenvolver produtos semelhantes de forma mais fácil, praticamente sem investimentos em P&D.

Com base nesta possibilidade de exclusividade é que a indústria investe em tecnologia, investe em novos produtos, desenvolve novos aperfeiçoamentos que farão com que a sociedade tenha uma melhoria de vida. Ao mesmo tempo, a lucratividade aumenta, cresce a visibilidade da marca, e a imagem da empresa como inovadora se desenvolve no mercado.

Sem o processo de patentes, dificilmente uma empresa investiria no desenvolvimento de novos produtos. Este investimento, muitas vezes, não traz o retorno esperado, e o prejuízo é certo. Provavelmente a maior parte dos projetos de novos produtos desenvolvidos pela indústria acabam por não terminar em um sucesso de vendas, ou sequer no pagamento do investimento feito.

No caso das vacinas, e, em especial das vacinas da Covid, temos outros problemas envolvidos. A lei brasileira já prevê a existência de uma licença obrigatória no caso das empresas não abastecerem o mercado como deveriam. Ou seja, a legislação nacional já tem uma previsão de quando devem acontecer as “quebras de patentes”. E a “quebra de patentes” envolvem também um pagamento de royalties. A empresa que terá a tecnologia à sua disposição não dispõe da tecnologia de forma gratuita, mas, tem que pagar para a empresa criadora da tecnologia. Nada mais justo. A lei brasileira é bem interessante neste aspecto.

Entretanto, a “quebra de patentes” é também uma quebra na relação de confiança entre as empresas criadores de tecnologia e o governo que promove esta “quebra”. A insegurança jurídica pode ser um ponto crucial para que as empresas invistam ou não no país.

O que vemos no Brasil hoje, não é exatamente esta necessidade. Do que adiantaria se houvesse uma “quebra de patentes” e houvesse a permissão para que outras empresas farmacêuticas fizessem as vacinas/// de que tanto precisamos? Pelo que eu vejo (embora eu não seja técnico no assunto), é que os insumos necessários para a industrialização das vacinas dependem de outros países, principalmente de Índia e China. Ora, se as entidades oficialmente responsáveis pelas vacinas hoje (Instituto Butantan e Oswaldo Cruz) não conseguem receber estes insumos, as demais farmacêuticas receberiam? Acredito que não. E, pior, com uma quebra de confiança existente entre os detentores das patentes e o governo brasileiro, dificilmente estes insumos viriam para o país. Como o mundo todo precisa de vacinas, as chances destas serem disponibilizadas para outros países, na minha opinião, seriam muito grandes.

Isso sem falar nos investimentos que seriam necessários por empresas para identificar novas variantes nacionais. Quem investiria sem saber se teria exclusividade e retorno?

Desta forma, embora exista a possibilidade legal de uma “quebra de patentes” no país, acredito que ela não seria benéfica. Ao contrário, dificultaria o nosso relacionamento com outros países, principalmente os produtos de tecnologia e com poder de disponibilizar as vacinas.

A possibilidade da “quebra de patentes” no exterior, poderia favorecer outras indústrias a fornecerem vacinas para o resto do mundo, e um acordo entre as atuais detentoras de patentes destas vacinas e outros governos, poderia favorecer também o Brasil, que poderia entrar no acordo mundial.

Sendo assim, na minha opinião, as patentes devem ser mantidas no país, pelo menos no atual cenário. Caso este seja alterado, com a possibilidade interna de desenvolvimento dos insumos, com a falta de abastecimento por parte das empresas detentoras da tecnologia da vacina, poderíamos repensar esta situação. Mas, hoje, não vejo esta mudança como algo necessário ou benéfico.